Pesquisa revela como clássicos foram rejeitados

No verão de 1950, a Alfred A. Knopf Inc. rejeitou os direitos da versão em inglês de um manuscrito holandês depois de receber um parecer especialmente negativo. A obra era ‘muito enfadonha‘, insistia o parecerista. Era ‘um registro monótono de brigas típicas de família, amolações triviais e emoções adolescentes‘. As vendas seriam reduzidas porque os protagonistas não eram familiares para os americanos e careciam de qualquer atrativo especial.

Mesmo se a obra tivesse surgido há cinco anos, quando o momento era oportuno‘, escreveu o parecerista, ‘não creio que ela teria chance.‘ Knopf não estava sozinho. The Diary of a Young Girl, versão em inglês do diário de Anne Frank, seria rejeitado por outros 15 editores antes de ser publicado pela Doubleday, em 1952. Mais de 30 milhões de exemplares já foram vendidas, o que transforma o livro num dos mais bem-sucedidos da História.

Leia mais no O Estado de S. Paulo, por David Oshinsky, 18/09/2007

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