Giz Editorial na Bienal do Livro

20º Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2008

Giz Editorial na Bienal do Livro

Com apenas três anos de atividades, a Giz Editorial participa pela segunda vez da Bienal do Livro de São Paulo. Desta vez, o tema central do estande da editora, na feira, são os livros de Literatura Fantástica. Para prestigiar um público seleto e ávido por literatura de primeira linha, a editora leva o seu catálogo de pouco mais de cem livros, dos quais se destacam as obras de fantasia para o público jovem.

Clique aqui para acessar a programação completa de atividades da Giz Editorial durante a 20º Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2008.

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Coleção Universo Fantástico

Universo Fantástico

Coleção Universo Fantástico

Giz Editorial prepara coleção de livros para jovens!

A Giz Editorial tem o prazer de anunciar a criação de uma coleção de livros de Literatura Fantástica para o público jovem. O objetivo desta coleção é aprimorar cada vez mais o contato dos jovens leitores com a literatura nacional. Os primeiro cinco livros da Coleção Universo Fantástico são estes:

Maria sem Sobrenome

“Maria sem Sobrenome” narra a história de várias personagens de uma vila chamada Paradechangea, que acontece em outro tempo e se situa em outro lugar.
Nesta vila vivem além de Maria e sua família sem sobrenome, outra família com sobrenome.
Os destinos destas famílias se cruzam e caminham paralelos.
Quando a tristeza toma conta da vila, a mãe Caporosa decide sair em busca de belas esposas para seus lindos filhos. Maria também inicia sua viagem em busca da felicidade e de si mesma.

Sobre a Escritora Taciana V. Ottowitz

Taciana V. Ottowitz é brasileira, mas nasceu na Inglaterra. Mora na Alemanha onde atualmente cursa um doutorado em História da Arte, e também tem formação em Economia Agrícola. É que ela sempre gostou de misturar as coisas para ver o que acontece… Sua paixão atual é misturar texto e desenho, pois além de ilustrar, também escreve histórias. No Brasil atua como ilustradora e escritora de literatura para crianças e jovens. Dentre os seus últimos livros publicados estão: Raminho de Alecrim e Coleção Hora de Ler.


YACAMIN - A Floresta sem Fim

Keila era uma menina como tantas outras da sua turma. Naquele momento, estava passando por alguns problemas familiares e, naquela excursão à Floresta do Elmo com seus colegas de classe, procurava esquecer um pouco o seu dia-a-dia e viver uma pequena aventura. Conhecer uma bela cachoeira, as árvores exuberantes e ouvir o canto mágico dos pássaros no caminho do acampamento, no interior de um bosque.
O que Keila iria perceber sem demora é que a floresta era cheia de encantos. Até seu nome, na verdade, era outro. E, de repente, para descobrir o seu caminho pela floresta, ela precisaria rever o significado de algumas coisas, conhecer personagens incomuns como o provocante Pierrô, o professor Euclides, um certo vaqueiro misterioso, uma cigana desconhecida, um homem de pedra e outras surpresas. Por rios, vales, bosques e montanhas, Keila irá aprender que precisa conhecer um pouco mais a si mesma e crescer para conseguir atravessar a incrível floresta.
Só depois de conhecer os segredos de Yacamin é que terá sucesso. Mas há mais gente para ajudá-la: uma matrona, um esquilo músico, a menina da água e o homem das peças… Não, Keila não estará sozinha. Mas ela – e mais ninguém – será, o tempo todo, a grande heroína dessa travessia.

Sobre o Escritor Carlos Augusto Segato

“Depois de escrever e publicar mais de quinze livros dedicados ao público infanto-juvenil, Yacamin foi um novo grande desafio. Não é incomum o escritor apaixonar-se por suas personagens durante a construção de uma história. No entanto, essa pequena e solitária Keila, forte, mas às vezes tão frágil, insegura, mas capaz de ser atrevida nos momentos mais difíceis, conviveu comigo durante os vários meses em que me fez andar com ela pelos encantos e armadilhas da misteriosa floresta. E, de tropeço em tropeço, de caminho em caminho… Bem, é melhor deixar que cada um de vocês, leitores, possam percorrer também a floresta toda ao longo do livro.
Sou bancário, analista de sistemas, trabalho com Tecnologia da Informação há quase trinta anos no Banco do Brasil. Nasci em Itapeva, no sul paulista, depois morei em Guaratinguetá, Cuiabá e um bom tempo em Ribeirão Preto. Como é inevitável, meus livros carregam em suas páginas muito do que sou e um pouco de cada um dos lugares por onde passei. Atualmente, moro em Brasília. Sempre gostei de escrever, verso ou prosa, e, claro, de ler. Sou um grande freqüentador de livrarias e bibliotecas.
Sou casado e tenho dois filhos, o Guilherme e a Thaís. Adoro a literatura porque ela cria, ilustra, denuncia, questiona, nos dá asas e olhos, além de tudo, ajuda a reinventar mundos inteiros. Ou apenas florestas, como esta exótica Yacamin, que você agora está conhecendo.”


GAME OVER - Uma Ameaça Virtual

Artur é um garoto que adora videogames; e quando sua amiga Viviane, que trabalha na locadora de jogos do shopping, pede sua ajuda para vencer um jogo complicado, que encontrou em um CD caído atrás de uma prateleira da loja, ele fica todo animado. Mas, antes que ele possa fazer qualquer coisa, Vivi é presa de uma doença misteriosa enquanto estava testando o jogo chamado Viagem Mortal - e perde a consciência.
Certo de que o jogo tem algo a ver com a doença da amiga, por quem sente uma paixão secreta, Artur resolve jogar também. Mas não pode imaginar que aquele game antigo, criado por um programador aposentado, é na verdade uma armadilha virtual! Agora ele terá de ter muita coragem e habilidade, pois somente entrando na realidade paralela que o jogo desencadeia, e vencendo todas as fases da aventura, é que ele poderá salvar Viviane - e a si mesmo - de ficarem presos e talvez morrerem, vítimas daquela Viagem Mortal!

Sobre a Escritora Rosana Rios

Rosana Rios é autora de literatura para crianças e jovens, com mais de 90 títulos publicados em 20 anos de carreira. Formada em Arte-Educação, foi professora, roteirista de televisão (inclusive dos programas Bambalalão e O Agente G) e é autora de peças de teatro. Recebeu vários prêmios literários, incluindo o Prêmio Bienal Nestlé de Literatura, o Cidade de Belo Horizonte de Dramaturgia, o selo Altamente recomendável para a Criança / Jovem, além do Prêmio Lúcia Benedetti de melhor livro de teatro, conferido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Mora em São Paulo, Capital, com o marido, os filhos, uma cachorrinha e uma biblioteca enorme. Gosta de chocolate e sorvete, adora literatura fantástica, mas lê tudo o que aparece pela frente; e tem uma coleção de dragões na masmorra de sua casa, que não pára de aumentar. Segundo a própria autora: “Contribuições para a coleção são muito bem-vindas!”.


O Destino de uma Jovem Maga

Tatiana está morrendo. Apesar de consultar os melhores médicos, fazer diversos exames e receber os cuidados amorosos da tia Chica, sua madrinha, ela piora dia a dia, pois seu mal vem da alma.
Algum tempo antes, quando estava sendo treinada para tornar-se uma poderosa maga, Tatiana fez algo feio. Remorso é o nome verdadeiro da doença que vem provocando desespero na garota.
Vários tipos de morte rodeiam o seu leito e todos querem levá-la consigo, mas as boas lembranças ainda conseguem mantê-la conectada ao mundo físico.
Resta saber se Tatiana conseguirá vencer ou se irá expiar suas penas em outras esferas.

Sobre a Escritora Regina Drummond

Nascida "no meio dos livros", como gosta de dizer, a mineira Regina Drummond sempre trabalhou com literatura. Formada em letras, fala inglês, francês e alemão. É autora de livros infantis e juvenis, tradutora e contadora de histórias.
Há anos Regina desenvolve projetos de estímulo à leitura e eventos para professores e alunos, além de participar de feiras e bienais do livro, nacionais e internacionais. Já contou histórias em programas de rádio e televisão e escreveu peças de teatro infantil. Escreve ainda para jornais e revistas nacionais e estrangeiras.
Atualmente, mora em Munique, na Alemanha. Para a Giz Editorial colaborou no livro Amor Vampiro com o conto A velha, o jovem e o casarão.


A Magia do Pico do Quilombo

Valter e Toninho estão de férias e são convidados por Seu Monteiro, um experiente caçador, para procurar o tesouro do Coronel Paulino que, segundo boatos, estaria enterrado debaixo de uma aroeira bem no Pico do Quilombo – um antigo refúgio dos negros que fugiam das garras de seus senhores no século XIX.
Os aventureiros embrenham-se na mata, porém, deixam de seguir os conselhos do esperto caboclo Justino que garante conhecer os segredos do Pico do Quilombo.
Por não levarem o fumo que a rainha da mata, Dona Caipora, tanto gosta, são amarrados, por ela, no tronco de uma árvore que não pára de crescer.
Frustrados, voltam para a Fazenda Santa Efigênia e, no dia seguinte, recomeçam a aventura. Todavia, se deparam com o Saci que pede cachaça em troca de suas preciosas informações. Sem elas, não encontrarão o tesouro.
Os caçadores confiam nas incríveis histórias do moleque travesso e se dão mal. Após enfrentarem dificuldades, Seu Monteiro, Valter, Toninho e os cães de caça Vaga-lume e Baú, são transformados em pássaros, pela feiticeira Soledad, que mantém o escravo Dodô sob sua magia, transformado em escravo-cobra desde o século XIX.
Com a ajuda do homem-passarinho, os caçadores preparam uma armadilha para a feiticeira, conseguem prendê-la, desvendam a Magia do Pico do Quilombo e encontram finalmente o surpreendente tesouro do coronel Paulino.

Sobre a Escritora Ozeni Lima

Ozeni Lima nasceu na fazenda Bebedouro, Município de Antônio Gonçalves, Bahia, em 1962. É funcionária pública e professora de Literatura. Mora em Santos, cidade litorânea de São Paulo.

Em 1992, numa produção independente, publicou o livro de poemas e crônicas, TRANSPARÊNCIA.

Recebeu vários prêmios, inclusive o de Revelação em Literatura do ano, 1997, da Sociedade de Cultura Latina no Brasil, Mogi das Cruzes, SP, com o livro de crônicas CASABERTA.

Em 2006, seus livros participaram de vários eventos em Munique, Alemanha, entre eles: "Exposição de Livros Brasileiros", no Goethe Institut, e "Exposição de Autores e Ilustradores Brasileiros para Crianças e Jovens", no Interim Theater, quando foi feita a leitura de alguns dos seus poemas, especialmente escritos para a ocasião.

Escreveu DIETA DO ESPÍRITO – O Equilíbrio da Existência – publicado em 2007 pela Giz Editorial, São Paulo-SP.

Considera-se uma catadora de histórias. Afirma não ser autora exclusiva de suas obras. Acredita que as idéias são sementes divinas, soltas no universo, à disposição de todos. Aproveita a intimidade que tem com a vida para catar as melhores histórias.

LANÇAMENTO NACIONAL

20º BIENAL INTERNACIONAL DO
LIVRO DE SÃO PAULO 2008

20º BIENAL INTERNACIONAL DO <br />LIVRO DE SÃO PAULO 2008

Dia 16 de Agosto de 2008, às 16h
Parque de Exposições Anhembi
Avenida Olavo Fontoura, Nº. 1209
Bairro Santana – São Paulo - SP

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Alguma coisa está fora da ordem!

O Brasil possui pouquíssimas livrarias, não mais que 2.680 delas de Norte a Sul do país, incluindo neste número alguns diversos pontos de venda genéricos, ou seja, não exatamente livrarias especializadas, mas às vezes supermercados, pontos de venda e outras empresas abertas que, na verdade, servem de fachadas para algumas papelarias. Segundo dados da Fundação Biblioteca Nacional o país teria 2.767 [uma proporção de 70 mil leitores para cada livraria]. Setenta por cento do número de livrarias são de pequeno e médio portes, com um faturamento mensal entre R$ 35 mil e R$ 45 mil apenas.

Uma pesquisa divulgada pelo do IBGE [Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] em setembro de 2007 mostra que, entre 1999 e 2006, o número de municípios que possuem livrarias no país caiu 15,5%. Em 2006, elas estavam presentes em apenas 30% dos 5.564 municípios brasileiros. Já em 1999, o percentual era de 45,5%. Veja bem, estes são os números do IBGE especificamente

Perto de 25% do número de livrarias existentes pertencem às grandes redes, com boa parte dessas redes concentradas na região Sul e Sudeste do país, que coincide com a concentração dos 58% do total de leitores ativos. Ou seja, 68% das livrarias brasileiras se concentram no Sudeste e no Sul. Mais de mil delas estão centralizadas em apenas dois estados: São Paulo e Rio de Janeiro. Só em São Peulo são 676 livrarias, o maior número do país para uma população de 40 milhões de habitantes. Segundo recomendações das Organizações das Nações Unidas o ideal seria uma livraria para cada 10 mil habitantes, com isto em mente, o certo seria termos então termos 18 mil livrarias.

Porém, os números de livrarias atuais, que eu casei com um documento publicado pela Associação Nacional de Livrarias, diz que o número de livrarias existentes cobre apenas cerca de 600 cidades no país, ou seja , podemos dizer que, segundo os dados da ANL, 90% dos municípios brasileiros não tem livraria. Nos outros 10% do número de livrarias se dividiria assim:

  • 3% Distrito Federal
  • 5% Norte
  • 4% Centro-Oeste
  • 15% Sul
  • 20% Nordeste
  • 53% na região Sudeste, sendo:
    • 48% em São Paulo
    • 24% no Rio de Janeiro
    • 25% em Minas Gerais
    • 3% no Espírito Santo

São apenas 22 mil bancas de jornal, que são considerados pontos alternativos de venda de livros.

No Brasil há aproximadamente apenas 70 mil bibliotecas. Das quais 5 mil são bibliotecas públicas, 10 mil são comunitárias e quase 55 mil escolares. Porém perto de 11% dos 5.564 municípios brasileiros não tem biblioteca. Ou seja, o Brasil tem hoje cerca de 650 munícipios sem nenhuma biblioteca. Desde 1999, o índice de presença subiu de 76,3% para 89,1%. Uma margem mínima de 12,8% se avaliarmos o gigantesco trabalho da ONGs e entidades que cuidam da questão da leitura em nosso país.

Em alguns munícipios, o acervo da biblioteca é de 20, 30 anos atrás e relatórios anuais de freqüência em bibliotecas municipais apontam que 40% de seus usuários [que poderiam ser considerados os potenciais leitores] entram nas bibliotecas para assistir a filmes, usar a Internet, ou para fazer outras coisas mais usuais como beber água ou usar o banheiro, por exemplo.

Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Educação apontou em pesquisa de outubro de 2007, que apenas 15% das escolas possuem bibliotecas. Ou seja, das mais de 5 mil escolas estaduais paulistas, apenas 750 delas têm bibliotecas. E que, apesar de 73% delas contar com salas de leitura, estas nem sempre estão abertas para os alunos.

Segundo matéria publicada jornal Folha de S. Paulo, “Uma prova aplicada nas escolas municipais de São Paulo em novembro de 2007 apontou que cerca de 29% dos alunos da segunda série do ensino fundamental estão com um nível de aprendizado crítico. Não conseguiram nem responder às questões de português. Na prática, segundo relatório da própria Secretaria de Educação do município pauslista, ao ler um documento, esses alunos não são capazes de identificar, por exemplo, que se trata de uma conta de água. Eles também têm dificuldades para entender o contexto de uma história em quadrinhos. Os resultados da Prova São Paulo mostram também que boa parte dos alunos da quarta série [26,9%] também está muito abaixo do esperado para sua etapa de ensino“.

A Revista Educação de junho de 2008 traz uma reportagem sobre uma pesquisa realizada pela NEA [National Endowment for the Arts], a qual aponta que o livro vem diminuindo ao longo dos anos sua importância como principal instrumento de formação escolar. Entre 1984 e 2004, período avaliado no estudo, o número de adolescentes de 13 anos que nunca leram um livro aumentou de 8% para 13%. O percentual de alunos que lêem diariamente baixou de 35% para 30%. Segundo a mesma pesquisa, o problema aumenta de acordo com a faixa etária. Entre os jovens de 19 anos, ou seja, os que estão deixando a escola, a quantidade dos que nunca leram passou de 9% para 19%. Já os que se dedicam todos os dias aos livros baixou de 31% para 22%. Uma das causas apontadas pelo estudo para o crescente desinteresse pela leitura é a diminuição do capital empregado pelas famílias na compra de livros.

A pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, publicada em maio de 2008, traz à tona os problemas da carência de leitores no Brasil ao mostrar que apenas 8% dos 5 mil entrevistados sequer possuem um livro em casa e que 66% dos livros estão concentrados nas mãos de 20% do universo pesquisado. A mesma pesquisa mostra que os estudantes brasileiros lêem 7,2 livros por ano, mas 5,5 dos livros são didáticos ou indicados pela escola. Apenas 1,7 de livro é lido por vontade e ou escolha própria. Os dados da pesquisa são óbvios aos mostrar que a quantidade de livros aumenta conforme a classe social, a escolaridade e a região onde vivem os leitores. Entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, por exemplo, são 5,3 livros por ano, sem contar os didáticos. O índice é próximo dos registrados em outros países, como Espanha [5 livros por ano] ou Argentina [5,8]. Na França, são mais de 7. Já na Região Norte do Brasil, praticamente só se lê o que a escola pede.

Sessenta e um por cento da população adulta têm pouco ou nenhum contato com os livros. O número de leitores ativos no país, que estão em sua maioria entre 14 e 29 anos, não chega à casa dos 40 milhões [ou seja, perto de 20% do real potencial de mercado]. Segundo números do Instituto Pró-Livro, o Brasil possui 36 milhões de compradores de livros.

Temos pouco mais do que 500 editoras realmente em plena atividade, e o mercado emprega apenas perto de 27 mil profissionais ou, no máximo, 150 mil pessoas de modo indireto através de free-lancers e ou terceirizados. As gráficas, neste cenário, somam 17 mil empresas [mas não vivem somente da impressão de livros, se não teríamos certamente um número menor do que este!].

Uma outra pesquisa, encomendada pelo Sistema FecomércioRJ, mostra que do total dos entrevistados, 69% disseram, por exemplo, que não leram nenhum livro no ano de 2007. A falta de hábito foi o motivo alegado por 58% dos entrevistados das classes D e E, apenas 1% a menos que os das classes A e B. Apontado por muita gente como o maior vilão dos consumidores de cultura, o preço dos livros perdeu de longe para dois problemas ainda mais preocupantes, uma vez que demandam mais tempo para serem solucionados: a falta de hábito e o desinteresse.

Perto de 75% dos livros, no Brasil, estão nas mãos de apenas 20% da população [ou seja, perto de 230 milhões de livros estão nas mãos de apenas 35 ou no máximo de 40 milhões de leitores]. Basicamente a população do Estado de São Paulo.

Sessenta por cento da população brasileira alfabetizada está fora da indústria cultural de livros.

Num cenário de 187,22 milhões de habitantes, dos quais apenas 95,6 milhões de pessoas [55% da população] se declaram leitores,somam-se perto de 15 milhões dos brasileiros que não sabem ler. Dos quais oito milhões dos analfabetos estão concentrados na região do Nordeste. Embora não seja exatamente a mesma região que concentra o menor número de livrarias.

Um indicador nacional de analfabetismo funcional em 2005 mostrava que 30% dos brasileiros entre 15 e 64 anos não conseguiam localizar informações em textos longos, apenas nos textos curtos.

O leitor médio [teoricamente alfabetizado] lê apenas 1,8 livros por ano [segundo algumas entidades do livro, mas eu fiz uma conta bem caseira e cheguei ao animador número de apenas 3 unidades por ano somente entre os leitores realmente ativos, o que não altera muito a nossa triste realidade]. Eu leio este número por mês, mas estou ciente de que este é o meu ganha-pão e estou fora da estatística que aponta 17 milhões de leitores brasileiros que lêem apenas um livro por ano, número abaixo do cidadão colombiano [2,4] e muito abaixo do norteamericano [5] e do francês [7]. Avaliadores internacionais já clocavam o Brasil, em 2003, nas últimas posições no uso da língua materna e mostravam que apenas 25% dos brasileiros que concluíram a 8º série poderiam ser considerados leitores realmente fluentes.

Três mil é a tiragem média para uma única edição de um livro. E apenas 30 mil é a tiragem média dos chamados best-sellers.

E apesar de tudo isto, o Brasil é apontado como entre os 8 países que mais consomem livros no mundo e é o primeiro na América Latina, com um potencial de mercado gigantesco ainda a ser explorado. Três bilhões representa o faturamento anual do mercado editorial brasileiro [números de 2006]. São 310 milhões de livros vendidos naquele ano. Porém, 60% deste número [perto de 180 milhões] são de livros didáticos, ou seja, a cifra real de faturamento [que poderia chegar realmente perto da casa dos 3 bilhões] na verdade é menor do que isto porque, historicamente, o governo brasileiro responde, em valor, com um quarto a um terço da receita do mercado editorial brasileiro. Em 2006, por exemplo, foram comprados exatos R$ 731 milhões.

Bom, estes são os números que eu humildemente levantei, pois eu não sou estrategista e nem tão pouco matemático, embora eu tenha estudado estatística por dois anos na fauldade de Ciências Sociais. E antes que me perguntem, as fontes destes números estão por aí, os dados foram levantados de matérias e reportagens de jornais e revistas de todo o Brasil, durante algum tempo em que pesquisei estes fragmentos para obter algum horizonte ou uma bússola no meu trabalho como editor no jovem selo Giz Editorial. Incluindo relatórios e pesquisas tirados dos websites das entidades de classes que, infelizmente, não chegam a um consenso. Cada um diz uma coisa. Ou estes números estão corretos, ou eu não sei entender os números ou há alguma coisa fora da ordem. O que você pensa?

Ednei Procópio, Editor, São Paulo

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Convite para o Lançamento do Livro As Coisas e seu Lugar

 
Convite para o Lançamento do Livro As Coisas e seu Lugar

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livro
As Coisas e seu Lugar

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Convite para o Lançamento do As Raparigas da Rua de Baixo II

 
Convite para o Lançamento do As Raparigas da Rua de Baixo II

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As Raparigas da Rua de Baixo II

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Universo Fantástico

Universo Fantástico

De tempos em tempo, os portais do Universo são abertos. Poucos sabem, no entanto, que isto se dá graças a um alinhamento. E que somente os que leêm e compreendem o sinais, são os que conseguem atravessar e transitar por entre os seus mundos.

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Renascimento, o Livro, na Revista Leituras da História

Capa da revista Leituras da História #5 O livro Renascimento foi destaque na revista Leituras da História #5, da Editora Escala. Num artigo que fala justamente sobre os mitos e lendas da Idade Média, o livro serviu para mostrar aos leitores mais jovens a referência sobre o mito do Judeu Errante, assunto principal do meu romance.

No mesmo artigo também estão expostos outros mitos, como o do Santo Graal, o do Purgatório de São Patrício, o da Papisa Joana, o de São Jorge e muito mais. Trechos do artigo podem ser encontrados no blog do livro (http://renascimento.wordpress.com).

Se você ainda não conhece o livro, aproveite para pesquisar. O melhor da literatura fantástica nacional está ao seu alcance. Procure o livro numa livraria da sua preferência.

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O lucro na era digital ainda está para ser descoberto



Valor Econômico - 19/02/2008 - por Tainã Bispo

A tecnologia digital não parece tão promissora quando o assunto são os livros, revistas e jornais. “Um dos principais obstáculos para a adoção em massa do e-book (livro digital) em 2008 e nos próximos anos pode estar ligado à profunda afeição que as pessoas possuem pelo livro tradicional de papel”, afirma a pesquisa da consultoria Deloitte. Em vez do consumidor em geral, a tendência é que o livro digital - um aparelho com uma tela especial para leitura - interesse mais a públicos específicos. Pode ser um instrumento prático de consulta para quem usa obras de referências no trabalho, como dicionários, manuais técnicos, textos acadêmicos ou títulos jurídicos. No Brasil, uma editora pequena, a Giz Editorial, tem se arriscado nesse mercado, praticamente inexistente no país - nos EUA, a Sony fabrica o eBook e a Amazon oferece um aparelho de marca própria. >> Leia mais

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Clipping da obra “Amor Vampiro” na Revista Sci-Fi News - Ano 11 - Edição 120 - Fevereiro de 2008 - Seção LIVROS

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Clipping da obra “Amor Vampiro” na Revista Sci-Fi News - Ano 11 - Edição 120 - Fevereiro de 2008 - Seção CARTAS

Clipping da obra

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